Silent Hill é, junto com alguns outros games, um dos ícones de minha adolescência. O primeiro jogo da série, hoje em dia pode parecer visualmente defasado, ou visto rapidamente, pode passar por algum jogo qualquer com controles ruins de corre-pra-se-salvar. Mas se tem algo que Silent Hill não demonstra, é a propriedade de marcar pra sempre a memória de quem o jogou em sua época. É dificil falar sobre esses atributos inerentes à noites sem dormir andando pela cidade enevoada resolvendo puzzles complicados (sim, são mais complicados do que muita coisa que aparece por ai em jogos atuais). O primeiro game carrega consigo a enorme dedicação da produtora, que foi a fundo (mesmo) em pesquisas e detalhamentos, para compôr a intrincada trama envolvendo ocultismo, simbologia e referências diversas a várias culturas e religiões. Eu costumo afirmar, que quem nunca jogou Silent Hill, no playstation, pelos arredores de seu lançamento (1999-2000 se não me engano) não sabe o que é sentir medo. Sim o jogo dá medo, na mais pura expressão da palavra. O clima tende ao surreal o tempo inteiro, oscilando entre o bizarro e o grotesco, o game mais parece um pesadelo sem fim de onde você não consegue escapar, e cada lugar, cada ação ou ser que lá habita, tem por trás um enovelado de porquês que atribuem ainda mais “carga” na coisa toda. E ainda conta com a mais perfeita-sinfonia-infernalmente-onírica, composta por Akira Yamaoka, se não fosse por ele, 50% do pesadelo seria sonho.
Após essa pequena apresentação, o que quero mesmo falar é sobre Silent Hill – Shattered Memories, anunciado a alguns meses e revelado em detalhes na E3 desse ano. Shattered Memories não será exatamente um remake, mas uma releitura do primeiro game, para Nintendo Wii, PSP e Playstation 2. Após anos de sucessivas seqüencias maçantes (salvo exceções) e trocas de produtoras, Shattered Memories busca redenção para com os fãs. Confira abaixo a entrevista do programa G4 na E3 desse ano, com a demonstração do gameplay do jogo no Nintendo Wii:
Dá pra perceber os inimigos muito mais inteligentes e assustadores (?), também foi dito que não será mais possível usar armas contra as criaturas e como nossos tempos são outros, nada de mapas ou desenhos com sangue, agora temos um celular 2 em 1 com GPS (?) e câmera fotográfica para o auxílio na navegação e na solução dos puzzles. Estranhezas a parte, também já foi dito que o jogo será para o “jogador casual” (assim como qualquer jogo de hoje em dia…) então, só nos resta aguardar e ver no que vai dar, eu só espero que ainda tenha o puzzle do piano…
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Postado por: Victor C.



